terça-feira, maio 29, 2007

Zelig

Um dos filmes mais interessantes de Woody Allen é Zelig. Este filme de 1983 foi filmado como se fosse um documentário e centra-se na vida de Leonard Zelig, um homem capaz de mudar de aparência e atitudes quando está perto de determinada pessoa (quando está junto de um chinês as suas feições tornam-se as de um chinês, ao pé de um judeu cresce-lhe a barba e assume a postura religiosa de um judeu, junto de uma pessoa obesa ele próprio começa a engordar), tornando-o conhecido como o homem camaleão. Aquilo que poderia ser um filme a falar de um super-herói desenvolve para aquilo que Woody Allen mais gosta, a psicanálise. Durante o “documentário”, a psicoanalista Eudora Fletcher (Mia Farrow) vai relatando o seu trabalho com Leonard Zelig. Mais tarde, descobre que Zelig sofre de um caso raro de insegurança que o leva a misturar-se (mudando fisicamente e mentalmente) com as pessoas, na esperança de não ser rejeitado. Durante o filme, Zelig aparece em inúmeras situações e momentos da história, quer seja junto a Hitler ou Kennedy, utilizando uma técnica de filmagem que voltou a ser usada mais tarde em Forrest Gump.



Leonard Zelig: And to the, to the gentleman who's appendix I took out, I...I'm, I don't know what to say, if it's any consolation I... I may still have it somewhere around the house.

Narrador: The Ku Klux Klan, who saw Zelig as a Jew, that could turn himself into a Negro and an Indian, saw him as a triple threat.

Leonard Zelig: I worked with Freud in Vienna. We broke over the concept of penis envy. Freud felt that it should be limited to women.

segunda-feira, maio 28, 2007

domingo, maio 27, 2007

Ainda o Tivoli...

Ainda sobre a noite de ontem...
No final do espectáculo falei com um rapaz que fez o download do Casino Royale no E-mule e estava com problemas em abrir o ficheiro devido a falta de codecs. Entretanto, com a confusão do momento, perdi-o de vista e esqueci-me de lhe dizer onde encontrar os codecs. Desculpa lá, mas depois daquele momento de dança inesperado estava um bocado distraído. Experimenta este link, faz download e instala o programa. Em princípio deve resultar, depende do programa que foi utilizado para criar o video. Se não der, diz-me que eu vou procurar outro que seja compatível.
Conheci ainda outra pessoa que é uma verdadeira fâ do Herman. A Soraia veio de propósito de Paris para vir assistir ao espectáculo no Tivoli e vai estar amanhã nos estúdios da Valentim de Carvalho para conhecer o elenco e assistir às gravações do Hora H. Espero que te divirtas por lá, são todos cinco estrelas.

Herman no Tivoli

Acabei de chegar a casa depois de assistir a um espectáculo memorável do Herman José no Tivoli, enquadrado no 1º Festival de Comédia de Lisboa. Durante quase duas horas, Herman desfilou músicas e personagens da sua gloriosa carreira, destacando-se Maximiana, Nelo ou Serafim Saudade. Foi muito bom recordar o número que o projectou, o Srº Feliz e o Srº Contente (lembro-me de ver este programa em casa dos meus avós, ainda tinham televisão a preto e branco) e recordar as músicas dos genéricos de alguns dos seus programas de humor.
Acho que nesta altura do campeonato ninguém tem dúvidas do valor de Herman José.















Existe outro motivo que torna este espectáculo memorável. Pelo menos para mim. É que antes de cantar a última música da noite HJ resolveu pregar uma partida a dois hermaniacos, como ele chamou. Então chamou-me a mim e à Joana para irmos ao palco dançar. Antes desta noite tinha dançado apenas uma vez. Foi no meu casamento. Ainda hoje algumas das pessoas que foram ao casamento não me falam, depois de me terem visto dançar. Agora imaginem o que é estar num palco com o Herman José e dançarem para centenas de pessoas que nunca viram na vida. Felizmente, estávamos num espectáculo de comédia.
Desculpa lá Joana, mas a dança não é o meu forte.
No final, os leitores do blog da Joana, que estiveram no Tivoli, puderam conversar com Herman José, tirar fotografias e pedir autógrafos.